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NOTÍCIAS

Agentes penitenciários participam de círculo de paz

Com a proposta de cuidar das pessoas que cuidam de outras pessoas, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizou um circulo de construção de paz voltado aos servidores do Centro de Ressocialização de Várzea Grande (presídio do Capão Grande). A ação ocorreu na última sexta-feira e contou com a participação de 25 pessoas. São agentes penitenciários, professores, psicólogos que pretendem ter um olhar mais humanizado no relacionamento com os reeducandos.   O objetivo é implementar o método de restauração e solução de conflitos nas unidades. A proposta é idealizada pela presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargadora Clarice Claudino da Silva que também preside o Núcleo Gestor de Justiça Restaurativa (NugJur).   “As pessoas precisam pensar em como resolver os próprios problemas com base em um diálogo bem simples e assumindo as responsabilidades dos próprios atos. Hoje estamos apresentando essa ferramenta para os servidores do sistema penitenciário - e aqueles que se identificarem com o formato - nós os auxiliaremos para que possam ser independentes e propaguem. O Nugjur tem o papel de gerenciamento”, apontou a desembargadora Clarice Claudino.   A magistrada concluiu seu pensamento ao avaliar os resultados que os círculos podem trazer. “Parece até exagero quando nós falamos que essas reuniões transformam os participantes, mas os círculos são muito poderosos em tocar as consciências. É uma mudança de perspectiva: é como se nós estivéssemos com óculos velhos e trocássemos as lentes por novas”, ponderou.   Geraldo Fidélis enalteceu a iniciativa do judiciário ao focar nos agentes penitenciários e demais servidores que estão responsáveis pelas vidas dos reeducandos durante as penas privativas de liberdade. “Nesse primeiro momento nós queremos atingir as pessoas que cuidam de pessoas. Essas pessoas são mais que seguranças e agentes; eles são cuidadores e buscam a recuperação de outras pessoas. Nesse sentindo eles precisam se reconstruir, se encontrar, auto-avaliar e ter um profundo conhecimento de si próprios. A partir dai, com essa consciência plena possa ajudar outras pessoas. A humanização é imprescindível, pois, não há como falar de recuperação de pessoas, sem antes preparar quem cuida e convive com essas pessoas”, comentou.   Para a psicóloga e facilitadora de Círculos de Justiça Restaurativa e Construção de Paz, Roseli Barreto, a meta é a promoção da pacificação social. “Estamos aqui para desenvolver o diálogo, a boa comunicação, a justiça restaurativa e nós buscamos sensibilizar esses servidores sobre essa ferramenta de resolução de conflitos. Começamos no dia 7 de fevereiro no presídio feminino (Maria do Couto). Realmente é um projeto inovador e quem participa sai dos círculos como outra pessoa”, disse.   Já a instrutora e facilitadora, Ana Teresa Pereira Luz, esclareceu que é finalidade da Justiça Restaurativa trabalhar nessa área. “Estamos levando os círculos aos agentes, que trabalham diretamente com os reeducandos. Isso dá outra visão de como tratar essas pessoas. E a partir dessa humanização nos tratamentos, haja verdadeiramente uma melhora e uma recuperação para as pessoas que aqui passar”, lembrou.   E com a frase “nenhum de nós é tão bom, quanto todos os nós juntos”, impressa em um recadinho e colocado nas cadeiras dos 25 participantes o agente Ewerson Anastácio, concordou que o círculo é mais um momento de interação entre os servidores que trabalham lado a lado todos. “Nós tivemos uma capacitação, para ingressarmos no sistema e tomarmos posse dos cargos. Mas essa humanização, esse olhar para o outro, saber sua história, ter empatia é muito importante para que possamos trabalhar da melhor forma possível”, comentou.        
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